
Um novo estudo acerca da gripe espanhola de 1918 indica que o vírus H1N1 não possui em sua estrutura porções que o tornem definitivamente letal.
Em busca dos fatores que tornam o vírus de 1918 um dos mais temidos - fora responsável pela morte de 20 a 40 milhões de pessoas na época - , cientistas comprovaram que o virus da gripe espanhola possuia uma combinação fatal de proteínas de superfície denominada neuramidase ("N") e hemaglutinina ("H"), alem de uma terceira proteína denominada PB1-F2. A combinação destas três proteínas fez deste vírus milhões de vezes mais virulento do que os vírus causadores de gripe padrão.
A terceira proteína comentada - PB1-F2 - seria o fator-chave para fazer da gripe espanhola uma das mais perigosas e importantes da história, que recentemente fora comprovado como inibidor da síntese de uma proteína antiviral produzida pelo próprio corpo, denominada interferon. Se esta proteína estiver ausente, o vírus será capaz de se replicar rapidamente além de passar pela defesa natural do organismo em cerca de três dias após a infecção.
Mesmo que estivesse presente em outras influenzas pandêmicas (1957, 1968), surpreendentemente, a proteína PB1-F2 está ausente na H1N1 de 2009, logo agindo como um indicador que não é tão virulenta como outros vírus causadores de pandemias.
Fonte: Science News
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